Resumo
O presente trabalho investiga a causa e impactos do branqueamento de corais em Abrolhos com base em pesquisas de caráter bibliográfico e qualitativo. Esse evento acontece quando os corais perdem suas zooxantelas, algas microscópicas que participam de uma relação simbiótica com esses organismos. Quando ocorre a perda dessas algas, o coral enfraquece, branqueia e pode até morrer. Conclusões foram tiradas de que o aquecimento global e o consequente aquecimento das águas superficiais do oceano são o principal intensificador desse fenômeno. Nosso local de estudo, o Arquipélago de Abrolhos, localizado na Bahia, constitui um ecossistema marginal, sujeito a elevadas variações térmicas da superfície oceânica. Essa área contém diversas espécies de corais endêmicos e que podem ser considerados mais resistentes às mudanças climáticas por diversas características próprias e da região. Um fator observado como de extrema importância na capacidade de aclimatação (resiliência frente às mudanças climáticas) desses seres é o estudo dos genes coralinos e de seus microbiomas, que propicia um maior entendimento das especificidades de cada espécie, e a alimentação heterotrófica, essencial no fortalecimento dos tecidos coralinos. Entretanto, conclui-se que, embora Abrolhos apresente espécies mais resilientes, sua preservação depende da implementação de políticas ambientais eficazes, da redução de pressões humanas e da valorização da importância dos recifes para a biodiversidade marinha e para comunidades humanas que deles dependem.
Autoras
FERNANDA SEMERDJIAN CIVIDANES & OLIVIA ISABEL WHATELY ADAIR
Orientadora
Prof ª. M.a Gisele Cova dos Santos Rodrigues

