Resumo
Este trabalho analisou a história e a situação atual dos bancos suíços, com foco no sigilo bancário que os tornou mundialmente famosos. Oficialmente instituído em 1934, o sigilo bancário foi criado para proteger as informações financeiras dos clientes, transformando a Suíça em um refúgio seguro para ativos, especialmente durante períodos desafiadores como a Segunda Guerra Mundial e a Guerra Fria. Essa confidencialidade tornou-se um símbolo central da identidade financeira do país e contribuiu de forma significativa para o crescimento do sistema bancário suíço. Com o passar do tempo, entretanto, outros países e organizações internacionais, como a OCDE e o GAFI, passaram a exercer pressão sobre a Suíça, argumentando que o sigilo bancário facilitava crimes como evasão fiscal e lavagem de dinheiro. Em resposta a essas críticas, a Suíça foi obrigada a revisar suas regulamentações e a começar a compartilhar informações financeiras com outras nações, de acordo com padrões internacionais, como o Common Reporting Standard (CRS), que permite a troca automática de dados fiscais. O estudo também apresentou dados sobre os bancos suíços, incluindo o volume de ativos e o número de instituições, a fim de avaliar o impacto dessas mudanças regulatórias. As principais fontes utilizadas foram a Constituição Suíça e a Swiss Bankers Association. Assim, pode se concluir que, embora o sigilo bancário tenha desempenhado um papel essencial no sucesso financeiro do país, a Suíça vem se adaptando progressivamente para promover maior transparência e evitar o uso indevido de seu sistema financeiro em atividades ilícitas.
Autor
RAFAEL OLIVEIRA DE SOUZA LEÃO VEIGA
Orientadora
Profa. Ma. Daniela Milaneze Rodrigues

