Resumo
O trabalho analisa o potencial do coral Mussismilia hispida na captura de carbono como estratégia inovadora de mitigação do aquecimento global. Foram avaliados durante essa analise a capacidade de calcificação da espécie, sua longevidade, resiliência a anomalias térmicas e o histórico de sequestro de carbono, além das implicações ambientais e socioeconômicas da geoengenharia com corais em ecossistemas costeiros brasileiros. A metodologia englobou técnicas de revisão bibliográfica, entrevista com especialista em mergulho e conservação marinha e uma viagem de campo a Laje de Santos, local onde o projeto idealmente seria aplicado. Os resultados mostraram que M. hispida apresenta elevada taxa de calcificação, resistência superior ao estresse térmico e representa um sumidouro carbonático relevante, fixando quantidades significativas de carbono mineralizado nos esqueletos, que contribuem para a imobilização geológica por longos períodos. Ademais, a região da Laje de Santos foi identificada como ambiente propício para aplicação de projetos de conservação e restauração ambiental, com potencial para beneficiar a biodiversidade local e impulsionar o turismo sustentável, geração de empregos, conservação da biodiversidade e melhora na economia local. O estudo conclui que a geoengenharia de corais, especialmente com M. hispida, pode ser uma alternativa promissora para a mitigação das mudanças climáticas, desde que acompanhada de políticas públicas, manejo ambiental e conscientização social.
Autora
BEATRIZ PIMENTEL SIQUEIRA
Orientador
Prof Dr. Caio Seiji Nagayoshi

