Resumo
O presente trabalho analisa como o esporte de alto rendimento afeta o psicológico dos atletas, destacando os impactos emocionais e mentais decorrentes da pressão por resultados, do alto nível de competitividade e das expectativas externas. A pesquisa busca compreender como fatores como a mídia, o público, os treinadores e até a família influenciam o bem-estar psicológico desses profissionais, além de abordar as diferenças de gênero na manifestação desses transtornos. A metodologia utilizada foi qualitativa, com base em revisão bibliográfica de artigos científicos obtidos em bases como Scielo e Google Acadêmico. Os resultados apontam que atletas entre 15 e 30 anos são os mais vulneráveis a quadros de ansiedade, depressão, burnout e transtornos alimentares. Observou-se também que mulheres enfrentam maiores desafios devido à dupla jornada e às variações hormonais, enquanto homens tendem a lidar com cobranças ligadas à agressividade e desempenho. O estudo ainda destaca iniciativas do Comitê Olímpico do Brasil (COB) voltadas à saúde mental, como a adaptação do instrumento SMHAT-1 e a criação do curso “Saúde Mental no Esporte”, que buscam promover diagnóstico precoce e prevenção de transtornos. Conclui-se que o acompanhamento psicológico contínuo é essencial para a manutenção da performance e da saúde mental dos atletas, sendo indispensável a criação de políticas permanentes e igualitárias no contexto esportivo brasileiro.
Autora
CATHARINA CARVALHO BASILE MACHADO DE MELO
Orientador
Prof° Manoel Pereira de Araujo

