Resumo
A análise de DNA tornou-se uma das ferramentas mais precisas da ciência forense, sendo amplamente utilizada em investigações criminais e processos judiciais. Sua aplicação permite identificar indivíduos a partir de perfis genéticos únicos, obtidos pela comparação de regiões polimórficas, como os loci STR. No entanto, embora considerada confiável, a técnica apresenta limitações, especialmente em casos de degradação do material, contaminação das amostras ou ocorrência de mutações genéticas. Essas alterações podem modificar sequências específicas, comprometendo a amplificação por PCR e a leitura correta dos alelos, o que pode levar a erros de interpretação, exclusões equivocadas ou até condenações injustas. O DNA, molécula central da vida, armazena e transmite informações hereditárias, sendo composto por regiões codificantes e não codificantes. Em contextos forenses, tanto o DNA nuclear quanto o mitocondrial podem ser analisados, ampliando as possibilidades de identificação mesmo em condições adversas. Contudo, as mutações — espontâneas ou induzidas por fatores físicos, químicos e biológicos — podem impactar diretamente a confiabilidade das análises, exigindo maior rigor técnico e crítico na interpretação dos resultados. Assim, a pesquisa propõe investigar de forma aprofundada a relação entre mutações genéticas e falhas na identificação forense, considerando aspectos técnicos, jurídicos e éticos. O objetivo é compreender até que ponto essas alterações naturais interferem na precisão da análise de DNA, refletindo sobre seus impactos práticos e sociais e contribuindo para o aperfeiçoamento dos métodos utilizados na justiça criminal.
Autor
ANDRÉ GRECO DE SÃO PEDRO
Orientadora
Dra. Denise Curi

